Família aguarda há mais de quatro meses por laudo para identificar pé encontrado após morte de jovem no TO

Família aguarda há mais de quatro meses por laudo para identificar pé encontrado após morte de jovem no TO

A família de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos aguarda há mais de quatro meses pelo laudo que deve confirmar se um pé humano encontrado em rodovia pertence à jovem. Ela morreu aos 22 anos e teve o pé amputado durante a batida entre uma motocicleta e um carro na BR-010, em Palmas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o acidente que matou Jhenyfer aconteceu no km 3 da rodovia, no dia 17 de maio. O membro foi encontrado no dia 21, por uma mulher que praticava corrida na região, a alguns quilômetros do acidente.

“Ainda não tivemos nenhuma informação, é uma falta de respeito. Infelizmente ainda não sabemos se o membro pertencia à Jhenyfer”, contou a mãe, Maria Aparecida.

Nesta segunda-feira (28), após ser questionada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o laudo que confirmou que o pé realmente pertencia à vítima Jhenyfer Camilly Alves dos Santos foi concluído. “O documento foi finalizado no dia 16 de setembro de 2026”, diz a nota.

A mãe da jovem afirmou que, até a manhã desta segunda, a família não foi formalmente avisada sobre a conclusão do exame e a confirmação.

“Eles não nos avisaram, e o pé onde está? Não ouve ligação, não ouve mensagens. Nada. E deixei claro no IML que quando fosse confirmado eu queria enterrar junto ao corpo da minha filha. É um pouco caso com a gente”, disse Maria Aparecida.

Policial militar indiciado

 

O policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos, dirigia o veículo envolvido na batida contra a motocicleta em que a estudante Jhenyfer e o marido estavam. O militar foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

A defesa do militar informou que só irá se manifestar nos autos do processo.

A Polícia Militar do Tocantins informou que o militar estava de folga e dirigia veículo particular. Segundo a corporação, ele permaneceu no local, prestou socorro e fez teste de alcoolemia, com resultado negativo.

Identificação do pé

 

No início de junho, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que exames periciais tinham confirmado que o membro pertencia à jovem. No dia 2 de julho, após ser questionada pelo g1 sobre a demora na liberação, a pasta afirmou que, na verdade, ainda não concluiu a identificação do membro.

Nesta segunda-feira (28), a SSP voltou a afirmar que o pé é da jovem, mas não informou se foi liberado para sepultamento.

Os pais da jovem lamentam a demora e cobram respostas sobre o acidente.

“Isso é muito ruim porque queremos enterrar o pé da nossa filha. […] Além de não ter a confirmação sobre, não sabemos sobre o andamento do inquérito e fica como se uma vida não valesse nada”, afirma a mãe.

Fonte: g1

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